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	<title>Arquivo de Direito - Mascarello e Guerra</title>
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		<title>8 de março: não podemos esperar a próxima geração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 14:37:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Xênia Artmann Guerra No dia 8 de março, geralmente as mulheres recebem flores.É um gesto bonito. Mas talvez também seja um símbolo involuntário da forma superficial com que muitas vezes tratamos um problema que é profundamente estrutural. Nos últimos anos consolidou-se uma narrativa quase heroica sobre a mulher contemporânea. É a chamada “mulher maravilha”: [&#8230;]</p>
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<p><em>Por Xênia Artmann Guerra</em></p>



<p>No dia 8 de março, geralmente as mulheres recebem flores.É um gesto bonito. Mas talvez também seja um símbolo involuntário da forma superficial com que muitas vezes tratamos um problema que é profundamente estrutural.</p>



<p>Nos últimos anos consolidou-se uma narrativa quase heroica sobre a mulher contemporânea. É a chamada “mulher maravilha”: aquela que trabalha, cuida da casa, educa os filhos, sustenta emocionalmente a família, administra a rotina doméstica e ainda precisa provar, diariamente, sua competência profissional em ambientes que historicamente não foram construídos para ela.</p>



<p>À primeira vista, parece um elogio.Na prática, muitas vezes é apenas uma nova forma de cobrança. Porque por trás da ideia da mulher que “dá conta de tudo” existe uma realidade que raramente é dita com franqueza: muitas mulheres estão simplesmente exaustas.</p>



<p>Mas essa exaustão não nasce apenas da multiplicidade de funções. Ela também é consequência de uma cultura que ainda naturaliza pequenas formas de desvalorização feminina.Piadas que diminuem.Comentários sobre aparência.Questionamentos velados sobre capacidade.</p>



<p>Situações que, isoladamente, podem parecer pequenas. Mas que, repetidas diariamente, constroem mentalidades. E mentalidades constroem culturas.É dessa mesma lógica que nascem frases que infelizmente ainda ouvimos quando uma mulher sofre violência.</p>



<p>“Será que ela não contribuiu para isso?”<br>“Mas ela estava traindo o marido, aí não dá né?”<br>“Essa gosta de apanhar.. pediu para morrer.”</p>



<p>São frases duras, mas são reais. Aparecem em conversas informais, nas redes sociais e, muitas vezes, até em ambientes que deveriam ser de acolhimento e proteção. Quando a sociedade passa a discutir o comportamento da vítima antes de condenar a violência do agressor, algo profundamente errado está acontecendo.</p>



<p>O Brasil avançou muito no campo jurídico nas últimas décadas. A Lei Maria da Penha representou um marco na proteção das mulheres contra a violência doméstica. O feminicídio foi tipificado como crime. As penas foram ampliadas. Sob a perspectiva normativa, houve progresso.Mas a experiência concreta mostra algo que o próprio direito reconhece como limite: lei nenhuma transforma uma cultura sozinha.</p>



<p>E é por isso que, apesar dos avanços legais, a realidade continua dura. Mulheres continuam sendo assassinadas. As meninas continuam sendo violentadas. Todos os dias.Questão é que a violência contra a mulher não começa na agressão física.</p>



<p>Ela começa muito antes — nas pequenas permissões sociais que, aos poucos, constroem um ambiente em que a desigualdade se naturaliza.</p>



<p>Durante muito tempo repetimos que a mudança virá com a nova geração.Pra mim há algo profundamente incômodo nessa ideia. Porque ela parece nos autorizar a esperar.Esperar que o tempo resolva. Esperar que as próximas gerações façam aquilo que nós ainda não conseguimos fazer. Acontece que enquanto esperamos, mulheres continuam morrendo.Por isso, talvez a reflexão mais honesta neste 8 de março seja admitir que não podemos mais tratar essa transformação como um projeto de longo prazo.</p>



<p>Não podemos esperar uma geração inteira.Essa mudança precisa acontecer agora.Flores são bem-vindas.Mas respeito não pode ser um gesto simbólico de um único dia. Respeito é uma prática cotidiana — e essa mudança não pode mais ser adiada. É todo dia. São pequenas coisas. Precisamos mandar esse recado.&nbsp;</p>



<p>*Advogada. Sócia do escritório Mascarello e Guerra Advocacia.</p>
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